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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Descoberta dos grupos sanguíneos


Antes da descoberta da existência dos grupos sanguíneos, os médicos faziam transfusões de sangue sem saber se levariam os pacientes à cura ou à morte. A escolha do sangue era aleatória, frequentemente ele provinha de animais, e o resultado era a morte do paciente, o que levou a maior parte dos dos países da Europa a proibir as transfusões.
Quem tirou a ciência do obscurantismo no ramo da classificação sanguínea foi o imunologista austríaco Karl Landsteiner (1868-1943). Ele derrubou uma série de premissas de três séculos, segundo a qual todo e qualquer sangue era igual, ou seja, mantinha as mesmas características mesmo quando misturado de diferentes origens.
Em 1900, Landsteiner descobriu que o sangue retirado de uma pessoa frequentemente coagulava ao entrar em contato com as células sanguíneas da outra. Demonstrou então que isso ocorria pela existência de diferentes antígenos no sangue, reveladores de grupos distintos, que classificou como A,B,O e posteriormente,AB.
A importância da contribuição histórica de Karl Landsteiner foi sentida na Primeira Guerra Mundial, que levou a Europa a necessitar desesperadamente de sangue em larga escala. A experiência da guerra está na origem dos modernos bancos de sangue. Por sua descoberta, o cientista austríaco recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1930.
Três anos antes de morrer,Landsteiner viu sua descoberta ser aprimorada por Phillip Levine, imunologista americano de origem russa. Estudando uma doença letal, a destruição dos glóbulos vermelhos do sangue de um feto, Levine descobriu um componente sanguíneo que chamou de fator RH, por causa dos macacos rhesus, suas cobaias. A combinação de mães com RH negativo e pais com RH positivo, descobriu ele, produzia fetos com o mesmo fator sanguíneo do pai, mas com anticorpos que destruiam seus glóbulos vermelhos. Testes para o fator RH logo se tornaram procedimento rotineiro.

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